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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Apesar de tudo...



Por muito que considere o natal apenas mais um pretexto para o consumismo na nossa sociedade não consigo deixar de gostar das luzes, do ambiente, dos brinquedos e das crianças.

O que me incomoda no Natal é a hipocrisia da sociedade que é agora ainda mais marcante que em qualquer outra altura. Porque utilizamos palavras como humanidade, bondade, partilha, apoio quando na realidade aquilo que se quer é apenas compra isto, compra aquilo, compra mais e mais e mais...? Quando na realidade todos sabemos que o ser humano apenas interessa como contribuinte, produtivo e principalmente como consumidor.

Porque estarão cada vez mais as palavras como humanidade, bondade, partilha desprovidas do seu significado real? Porque são estas palavras utilizadas e sobre-aproveitadas por gente sem escrúpulos que apenas querem é poder, dinheiro e aparecer bem na fotografia do politicamente correcto?

Será que devemos idolatrar os acumuladores de riqueza que se mostram como grandes benfeitores? Não é a acumulação de riqueza em si uma antítese da bondade e da partilha? Será que o ser humano na sua generalidade já não é humano mas sim apenas um animal sedento e ávido de riqueza e de poder à custa de tudo e de todos? Perdeu-se a humanidade e a própria consciência da humanidade?

E porque é só nesta altura do ano que interessa a humanidade, a bondade e a partilha?

Devemos parar de questionar os comportamentos da sociedade para não sermos incómodos ou politicamente incorrectos? Eu digo que não, digo que nesta época devemos questionar ainda mais e ser ainda mais incómodos e mais politicamente incorrectos!!!

Apesar de tudo não consigo deixar de gostar das luzes, dos brinquedos e das crianças :)

Entrevista muito interessante com o sociólogo e filósofo Zygmunt Bauman: "on socialism, America, and the future of humanity".

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lisboa de Noite I e a Repetição


A repetição nada muda no objecto que se repete, mas muda alguma coisa no espírito que a contempla: Tese de David Hume

Fotografia: Carlos Muralhas

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Alfama de Noite I



A cidade é sempre alimento para a alma e para a máquina do fotógrafo.
Lisboa é sempre surpreendente e Alfama é sempre intimista... mas para Alfama à noite não encontro descrição.

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ainda não sei onde estive II ...



Ainda não sei onde estive...
Já não estou certo que tenha sido num sítio seguro...

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

domingo, 1 de novembro de 2009

Ainda não sei onde estive...


Ainda não sei onde estive...
Calculo que algures num sítio seguro...

e com música :)

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

domingo, 11 de outubro de 2009

A Lisboa


Não é à toa que Lisboa é adorada pela maioria dos estrangeiros que a vêm visitar, e nós por aqui todos os dias habituamo-nos de tal maneira a esta magnífica cidade que quase chegamos a ser insensíveis à sua beleza. Diariamente passo por edifícios e locais fantásticos sem neles reparar, até alguém mos mostrar em fotografia.

Nem de propósito, já que hoje era dia de votar para a Câmara de Lisboa, achei que, apropriadamente, era também dia para fazer um pequeno passeio pela cidade, e como vem sendo meu costume ultimamente fotografei portas e paredes e ainda outras coisas que achei interessantes, mas hoje, hoje propositadamente, mantive sempre um olho para cima, para Lisboa, para a cidade, e posso dizer... tal como sempre que me lembro de nela reparar, deslumbrou-me.

Por isso o que eu tenho hoje aqui para deixar não são só aquelas portas e paredes e as outras coisas que achei interessantes mas também a cidade, esta magnífica cidade Lisboeta, tudo aqui e tudo misturado, do mesmo modo como a nossa cidade é, uma multitude de ambientes e de estados. Porque Lisboa é tudo isto.




Fotografia e Texto: Carlos Muralhas