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domingo, 11 de outubro de 2009

A Lisboa


Não é à toa que Lisboa é adorada pela maioria dos estrangeiros que a vêm visitar, e nós por aqui todos os dias habituamo-nos de tal maneira a esta magnífica cidade que quase chegamos a ser insensíveis à sua beleza. Diariamente passo por edifícios e locais fantásticos sem neles reparar, até alguém mos mostrar em fotografia.

Nem de propósito, já que hoje era dia de votar para a Câmara de Lisboa, achei que, apropriadamente, era também dia para fazer um pequeno passeio pela cidade, e como vem sendo meu costume ultimamente fotografei portas e paredes e ainda outras coisas que achei interessantes, mas hoje, hoje propositadamente, mantive sempre um olho para cima, para Lisboa, para a cidade, e posso dizer... tal como sempre que me lembro de nela reparar, deslumbrou-me.

Por isso o que eu tenho hoje aqui para deixar não são só aquelas portas e paredes e as outras coisas que achei interessantes mas também a cidade, esta magnífica cidade Lisboeta, tudo aqui e tudo misturado, do mesmo modo como a nossa cidade é, uma multitude de ambientes e de estados. Porque Lisboa é tudo isto.




Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

sábado, 26 de setembro de 2009

Realidade e Percepção



A realidade existe independente e paralela à nossa percepção, ou ao percepcionarmos algo como entendemos fazemos dela realidade?

Se acreditarmos tão veemente em algo, mas esse algo for independente e diferente da crença, como mudar a percepção se o quisermos fazer? E como o fazer se não quisermos? E como saber para o que mudar?

E se essa crença tão veemente estiver em outrém(s), e formos nós a acreditar que a nossa percepção é que é a correcta, como saber que é mesmo? Onde está essa enciclopédia da verdade para ir verificar?

Se não pode haver verificação, comprovação então será que há verdade, ou ela é o que cada um acreditar? Mas como pode uma mesma realidade ser muitas coisas diferentes se a percepção dessa realidade for diferente para cada pessoa que a vir?

Mas então, o que é a realidade?

Pensar nisto é um passo para a loucura? Ou é já a insanidade?

Posso pensar que sei o que sei?

"Só sei que nada sei."
citado por Platão in: "Apologia de Sócrates", o primeiro discurso, 21d

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Por onde andei não passei II


Uma Porta Diferente?
Feliz? Contente?
Um Trejeito, uma Dança
Um Convite à Esperança

Uma Porta Diferente
Para quem tiver Ousadia
Para quem encontrar Energia
Para, Dia após Dia,
Nadar contra a Corrente

Uma Porta Diferente?

Uma Diferença aparente?
Uma Diferença ardente?
Uma Diferença atraente?

Uma Porta Diferente?

Em busca de um batente?
Uma luz a Oriente?
Ou uma Estrela cadente?
Talvez apenas carente...?

Talvez eu me sinta crente

Fotografia: Carlos Muralhas - Texto: Llyrnion

domingo, 13 de setembro de 2009

Por onde andei não passei I


Abri as primeiras Portas
Com a Emoção do Desafio
E o Prazer da Descoberta
Ou apenas para ver
Uma Porta Aberta


Depois...
Alarguei Horizontes
E perdi Inocências
E as Portas ganharam
Outras Aparências...

Cada vez mais Iguais


E criaram Regras
E Procedimentos
Para Standardizar
Todos os Momentos...

Cada vez mais Iguais

E nasceram Obstáculos
Que foram crescendo
Até que, por fim,
Com o passar do Tempo,
Perdi a Vontade de abrir mais

Cada vez mais Iguais
Cada vez mais Iguais

Fotografia: Carlos Muralhas - Texto: Llyrnion