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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vontade de fotografar Dança...

Las manos sin perfil
espacio entre dos señales
notas que son aromas
en la imagen quieta,
sublime
de diez dedos que retoman luceros.
Jugaron con la infancia,
con los bosquejos de mujeres entre sueños
y metáforas de madurez.
Danzan
danzas de vida en falanges coloreadas
por el paso de la casa de la infinitud.
Por los pliegues de una mano
corren huerfanos los recuerdos
de mil cosas aprendidas con ellas
con el olfato inherte en unos dedos.
Capto la imagen de tu pasado
de todas las cosas que no están
pero que habitan tu desván.
él que siempre se cierra,
hoy se abre en tus extremidades
en tus soportes.
escribe sin pluma.

Fotografia: Carlos Muralhas - Poema: Jose Antonio Guillén Berrendero "Pepe"

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Silêncio



Por vezes a melhor resposta é o silêncio, pois ele também transmite uma mensagem.
O difícil é saber quando o silêncio de outrem também deve ser ouvido.

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sensualidade bela



Foi uma blusa demasiado ousada para aquele jantar a dois. Ainda para mais, não tendo mais nada por baixo.

O olhar era invariavelmente atraído para uma única zona... para sair de lá em alvoroço, assim que se apercebia onde tinha pousado.

Até que, após diversos faux-pas visuais e alguns tropeções gramaticais, surgiu a Pergunta.

"Afinal, qual é a diferença entre essa blusa e não ter nada vestido?"

A Pergunta introduziu a Reflexão, até que esta teve que se retirar, sendo substituída pela Filosofia.

Foi daí que nasceu o Desafio.

"Despe-a! Um strip da cintura para cima!"

Foi um Desafio arriscado. Mas, naquela fase da garrafa de vinho, quem é que estava a ver se íamos longe de mais?

Mas o Desafio não ficou só, pois subitamente entrou a Contra-Proposta.

"OK! Mas só abres os olhos quando eu disser 'Abre'. E fecha-los quando eu disser 'Fecha'."

Sim... Os termos do Acordo até tinham a sua piada.

O início foi de olhos fechados. A sensação da mão a passar no ombro, um cheiro que fica quando a mão passa rente à face para pousar no outro ombro. As mãos sobre os olhos, descendo para a face, abrindo
novamente para os ombros.

Um afastamento. Os passos mais fortes no chão.

"Abre!"

Frente a frente... meneava as ancas, subindo e descendo lenta e deliberadamente... virou-se a três quartos e inverteu a rotação, inverteu novamente e...

"Fecha!"

A concentração nos passos. A aproximação. A deslocação para um dos lados.

Os passos apressados de um lado para o outro, o pé bate com força no chão, a direcção dos passos inverte-se.

"Abre!"

Rodopia. Os seios passam mesmo ali à frente dos olhos, num enquadramento como só o acaso consegue criar.

"Fecha!"

Prosseguem os passos apressados, nova pontuação com o bater do pé e afastamento, ao centro.

"Abre!"

Arranca uma sucessão de rodopios fascinantes! Quase se instala a tontura!

Os seios agitam-se com o movimento, como que desejando libertar-se da transparência que os envolve, que os sufoca.

A sua espera termina! Com três movimentos marcados, precisos, a blusa cai.

E, numa prova que a transparência por vezes ilude, pouso a mão sobre o coração. Esse, tenho sempre receio de o deixar desprotegido.

Fotografia: Carlos Muralhas - Texto: Llyrnion

domingo, 9 de agosto de 2009

É importante sonhar


Acontece que o mundo
Não está cá para nos dar o que queremos
Mas sim para responder à nossa preserverança em perseguir o sonho

Fotografia e Texto: Carlos Muralhas